quinta-feira, 31 de maio de 2012
Necesito del mar porque me enseña
Quarta - 30/05/2012
Acordamos cedinho e nos encontramos com Pablo (guia) e o casal Victor e Patrícia (de Belém) para tomar café em uma lanchonete, Los Dominos, com comida bem legal, pertinho de onde estamos hospedados.
De lá, pegamos mais uma brasileira no Centro (Cíntia, de São Paulo) e seguimos viagem. Pablo nos levou por um caminho alternativo para Viña del Mar. Bem antes da cidade litorânea, tomou outra estrada e subiu uma serra, a Cuesta Zapata. Paramos lá em cima, no canto da estrada, de onde pudemos ver o lindo Vale Casablanca, com seus mais de 3 mil hectares de plantações de uvas. Pablo nos apareceu com bandeiras do Brasil e do Chile, além de um vinho branco, bolachas e geléia de amora. Fotos e brindes, incrível!
De lá seguimos agora de verdade para Viña del Mar. A cidade é linda, á beira da orla, mas com altas montanhas, numa mistura de Gramado, Estoril e Monaco.
Como sabe que trabalho com esporte, Pablo parou logo no Estádio Sausalito, onde há 50 anos o Brasil jogou boa parte de seus jogos da Copa do Mundo nele, menos a semifinal e a final. Velhinho e com no máximo 10 mil habitantes, o estádio ainda guarda a placa de agtadecimento da CBD (hoje CBF) agradecendo a hospitalidade dos habitantes da cidade com a seleção brasaileira. Legal ver como os tempos eram outros e estádios pequeninos recebiam a competição, quando hoje grandes arenas como o Morumbi não puderam receber jogos, por não estarem aptas.
De lá, uma ótima surpresa! Demos de cara com Elias Figueroa, simplesmente o maior jogador de futebol da história do Chile, e grande ídolo da torcida do Internacional. Ele estava no posto de gasolina da Petrobras, que é dele. Batemos fotos e tietamos o craque um pouquinho, que fora muito simpatico!
De lá seguimos para um local onde há um Moai, uma daquelas esculturas enormes de pedra, feitas pelos povos na Ilha de Páscoa. Há alguns espalhados fora da ilha, e um deles está em Vinã del Mar.
Fotos batidas e partimos para o almoço. Pablo nos levou para o Alto Mar, um restaurante no alto de um morro, com uma vista incrível para a orla! De quebra, pratos com camarão, siri, loco (crustáceo típico chileno), merlusa e péixes. Todos UMA DELÍCIA!
Quase nos demos mal
Na descida, paramos no canto da estrada, para tirar fotos do Oceano Pacífico batendo fortemente em pedras, criando grandes ondas e belos cenários para fotos.
Quando posávamos despreocupados, Cíntia notara que um descuidista havia pegado no carro a bolsa da Kathiane e a da Patrícia. Gritos, correria e alívio. O safado soltou as bolsas no chão e fugiu correndo. Alívio! Cíntia fora a salvadora da pátria!
Passado o susto, passamos a fazer piada do ocorrido, e seguimos até outro ponto da orla, onde havia grandes pedras, repletas de leões marinhos tomando sol e brincando. Incrível como pareciam despreocupados, há poucos metros da superfície!
Depois seguimos para um ponto em que havia um calçadão e areia para, finalmente, podermos chegar realmente pertinho do mar (até então, ele batia em paredões de pedras). Tocamos nas geladas águas do Pacífico e sentamos em um restaurante de beira de praia para tomar uns incríveis sorvetes que eles têm (dica do Pablo, claro).
Em seguida, seguimos pela orla até o Relógio de Flores. Criado para a Copa de 62, reúne centenas de flores, num relógio belíssimo, repleto de turistas fotografando. Continuamos pela orla até Valparaíso, que é colada em Viña del Mar.
Se a cidade que estávamos é de riquezas, hotéis e casas de riqueza ostensiva, Valparaíso é uma cidade portuária, com os problemas e as probrezas características de locais assim. Até os anos 30, a cidade fora o principal porto das Américas, pois todos os navios passavam por lá para abastecer. Com o canal do Panamá, veio a crise e a probreza.
Ainda assim a cidade mantém um ar charmoso. Curioso é ver morros enormes cobertos de casas e até apartamentos. Vendo de longe, parecem as favelas brasileiras, mas não é o caso. A maioria não são residências tão pobres, mas a cidade cresceu por ali pois os moradores temiam maremotos, pois ao longo dos últimos séculos houve alguns grandes terremotos no Chile.
Passando pelo porto, subimos em um dos poucos funiculares que seguem funcionando, levando a população da parte baixa até a alta da cidade. Velhinho e quase caindo pelos pedaços, ele nos levou a uma feirinha de artesanatos, onde as meninas fizeram a festas com os preços abaixo dos que encontramos em Santiago.
Saindo de lá, já no final da tarde, Pablo nos levou à Ponta dos Anjos, onde há o farol (o mais potente das Américas) e um belo local para ver o pôr do sol. Belas fotos do sol pondo-se sobre as águas do oceano! Mas o vento frio não nos deixou ficar por muito tempo e iniciamos a viagem de volta.
Chegamos ao hotel por volta das 20h e Kathiane mais uma vez fez um ótimo jantar, dessa vez com uma carne com molho e um risoto, acompanhados de um ótimo vinho! Que dia cheio de emoções e ótimos programas!
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