quinta-feira, 31 de maio de 2012

Neve brasileiros, brasileiros neve


Quinta-feira, 31 de maio de 2012

Acordamos cedo para mais um daqueles cafés-da-manhã fora do comum. Pablo nos pegou e fomos com Cíntia, Victor e Patrícia ao Vega Monumental, um mercado que é como a 'Ceasa' chilena, com frutas de todo tipo, comidas baratas e especiarias do local.

Fomos comer o famoso Baros Luco, ou sanduíche d'el Presidente. Churrasco com queijo, em um pãozinho molinho, juntamente com café BEM quente, com leite. Delícia! Seguimos então rumo ao Vale Nevado, que é colado em Santiago. a serra é tão perto que, no início dela, há vários casarões, onde moram os mais abastados santiaguenses.

Antes de subir a serra, uma paradinha para alugar botas e calças especiais (nessa época do ano não precisam alugar casaco e gorro). Subida é de 60km até 3 mil metros de altitude. No caminho, há enumerados 60 curtas fechadíssimas, onde os motoristas quase têm que parar para conseguir dobrar com segurança.
No meio da subida, parada estratégica para fotos e para dar uma respirada, já que muitos ficam enjoados com a subida íngreme e com tantas curvas.

Chegando lá em casa, aquele encanto com a neve! De óculos escuros para proteger a retina da claridade
(essencial!), passamos a brincar no gelo e fotografar, e fotografar, e fotografar! No final de maio ainda não há neve suficiente para esquiar (estações paradas), mas já há bastante gente, e neve suficiente para quem quer conhecê-la.

Passamos cerca de 1h por lá, o que é mais do que suficiente para fotografar e subir uns morros, descendo escorregando. Tudo demora um pouco, principalmente a subida, devido à dificuldade de locomoção e por causa da altitude, que nos faz cansar muito rapidamente.

Alegres e satisfeitos, descemos o Vale Nevado beeeeem mais rapidamente do que subimos, sem enjoos ou a necessidade de paradas. Já eram umas 17h e paramos no Fuente Alemana, mas a matriz, pertinho da estação de metrô Baquedano. Lá comemos sanduíches inacreditavelmente gostosos, com ingredientes típicos cubanos. Delícia pura!

Com os companheiros de viagem deixados em seus respectivos aconchegos, Pablo (guia) nos levou até uma revendedora de vinhos, com os melhores preços da cidade. Compramos ótimos exemplares a preços que chegavam a menos de 1/3 do pago no Brasil. Fora que são vinhos que não são encontrados à venda no nosso país.

Todos os vinhos comprados foram indicadíssimos pelo Pablo, que também adora um bom tinto. Alguns deles bem em conta, o que nos deu mais uma vez à certeza de que vinhos não devem ser medidos pelo preço, mas por sua qualidade e sabor.

De volta ao hotel, é hora da dura realidade de arrumar as malas para voltar para casa, já na manhã desta sexta-feira (claro que, em Santiago, a arrumação é acompanhada da degustação de um belo exemplar de Carmenère!













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