domingo, 27 de maio de 2012
O tempo mudando - Santiago Chile
Terceiro dia - domingo 27/05
Dizem que o domingo é morto em Santiago. Ruas vazias, pouca gente na rua e lojas fechadas. Pensando nisso, acordamos e providenciamos nosso próprio café no quarto, com as coisas que havíamos comprado no supermercado.
Em seguida, saímos de metrô a caminho do Cerro (serra) San Cristóbal. Com a forte chuva, compramos enfim nosso parágua (guarda-chuva). Chegando lá, rodamos um pouco até achar a La Chascona, a casa que o poeta Pablo Neruda viveu em Santiago. No alto de um morro, a casa é dividida em vários espaços, em formas de barco. Super excêntrica, vale bastante a visita.
Descobrimos ainda que o domingo (27/05) é o Dia do Patrimônio Cultural do Chile. Assim, diversos pontos turísticos que deveriam estar fechados abriram, havia várias manifestações culturais pelas cidades, e alguns lugares, antes pagos, eram gratuitos naquele dia.
Saindo de La Chascona, fomos até o Cerro San Cristóbal. Subimos no funicular até o primeiro andar, onde fica o zoológico. Lá vimos muitos animais legais, apesar da chuvinha que insistia em cair. Leões, tigres, girafas, hipopótamos, pinguíns e muitos macacos (entre outros) nos entreteram por muito tempo.
Com muita fome, subimos até o última andar do funicular, onde pudemos ter uma vista do alto do Cerro San Cristóbal, vendo boa parte de Santiago e podendo comer uma empanada e matar nossa fome.
Aproveitamos ainda para comprar algumas lembrancinhas para os parentes. Andamos um pouco e, com o tempo que abriu um bocado, pudemos ver pela primeira vez nitidamente as cordilheiras em entornam a cidade, cobertas de neve em suas pontas. A linda imagem nos fez passar um bom tempo fotografando. Infelizmente, o imenso teleférico do cerro estava fechado para manutenção, com previsão para abrir novamente em julho (inverno).
Descemos então pelo funicular e andamos pela rua Pio Nono até o Patio Bella Vista, um simpatico mall que reúne bares e muitos quiosques que vendem artesanato e coisas típicas chilenas. Compramos mais alguns 'regalos' e aproveitamos para tomar uma cervejinha, sempre provando algumas opções chilenas da bebida que tanto agrada a nós brasileiros.
Na saída, seguimos de metrô até Santa Lucia, buscando o cerro com o mesmo nome, que é bem menor, e no centro da cidade. Infelizmente este estava fechado, e não conseguimos subir. Muito apertados, achamos um barzinho e paramos para ir ao banheiro e tomarmos mais uma cervejinha, já que não dava para ir na cara-de-pau.
De lá, saímos buscando uns festejos do Dia do Patrimônio Cultural, em frente ao Museu Bellas Artes. Quando chegamos, no entanto, os festejos já estavam encerrados, apesar de o museu estar bem mais lotado do que no dia anterior, quando o visitamos pela primeira vez.
Seguimos de metrô para o apart/hotel. Banhados e arrumados, fomos a outro restaurante famoso da cidade, também tão perto de onde estávamos que fomos a pé, o Giratório. O tempo já estava bem mais agradável, e nada da chuva chata dos dias anteriores.
O restaurante fica no alto de um grande prédio. Seu atrativo principal é que ele fica constantemente rodando em seu eixo. Assim, em menos de 2h no local o cliente vê em 360º as redondezas de onde está, visto que o restaurante é circular, com janelas de vidro. Além disso, a comida não é nada ruim, muito pelo contrário. Apesar de ter um quê mais turistão do que os dois anteriores, a visita é super aconselhada.
Muito bem alimentados e com um bom vinho resfrescando a cuca, finalmente pudemos voltar ao hotel e começar a escrever sobre nossa viagem, até aqui deliciosa.
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